O Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) tem por objetivo qualificar e ampliar a presença do artesanato de tradição cultural nos mercados interno e externo, promovendo sua dinamização econômica.
Desde 2007, quando foi iniciado, atuou em 75 municípios, apoiando diretamente 65 polos produtores de artesanato tradicional, a maior parte localizada nas regiões Norte e Nordeste do país. Beneficiou, assim, mais de 4 mil artesãs e artesãos de 158 comunidades situadas em periferias de grandes cidades ou em municípios do interior. Nesse período, o programa estabeleceu parceria com 98 associações de artesãos e mais de 100 entidades locais. A despeito de inúmeras diferenças que se observam entre essas comunidades, há em comum entre elas o fato de que são regularmente excluídas dos circuitos de distribuição de riquezas no país, apesar de serem criadoras de artesanato de inestimável valor cultural e patrimonial.
Neste sentido busca-se, com o Promoart, a implementação de ações que: de um lado, promovam a preservação das identidades culturais e valorizem a qualidade e a importância dos saberes tradicionais específicos dos quais o artesão é portador; de outro, atendam às demandas postas nos contextos contemporâneos onde essas comunidades estão inseridas. Alguns exemplos são a ampliação de canais de circulação de informações e mercadorias, a preservação de recursos naturais, a implantação de práticas de comércio justo, a certificação social de produtos, entre outras.
Para dar conta destes desafios, o programa foi estruturado em torno de três linhas de ação:
1. apoio direto ao processo de produção;
2. investimento em canais de escoamento da produção – criação de redes de comercialização, lojas de referência, feiras, circuitos de salas de exposição e estruturação de espaços de venda;
3. divulgação e difusão por meio da criação de website, confecção e distribuição de amplo material informativo, publicação de catálogos etnográficos, cadernos de memória e de padrões, os catálogos de divulgação, entre outros.
Com suporte metodológico e conceitual do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP, o Promoart é executado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec). A etapa de implantação do Programa (2007-2011) foi realizada por meio de convênio com o Ministério da Cultura e a parceria institucional do BNDES. Na segunda etapa (2012-2013), o Promoart contou com um convênio da Acamufec com o Iphan e a parceria da Vale, que se repetiu na etapa realizada de 2014 a 2018. As ações desta última fase foram elaboradas com base na Avaliação de Resultados (2011) e nas conclusões do seminário Artesanato de tradição: bases para uma política pública, que se dedica às questões da comercialização e do escoamento da produção, com as seguintes prioridades:
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